terça-feira, 7 de junho de 2011

S de "Sei que estou vivo entre dois parênteses"

Obrigada por este parêntesis morto,
por este incunábulo puro,
por esta brisa de aloendro!

Às vezes os mortos são uma história lúgubre,
às vezes só se descobrem depois,
quando ao afastar cortinas de espaço
os encontramos inumeráveis e regressados,
e é desagradável dizer a quem passa
“este já não está sobre a Terra
porque vivia ébrio de beijos”.


Alda Merini
[Trad. ID]

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