segunda-feira, 25 de julho de 2011

L de (A) Luz da Sombra (XII)

ESPERA


Quando estou sem remédio
tudo jaz em torno ao berço
parado quieto seguro

As janelas não convidam
as lâminas desanimam
o gás nada promete

Em cada quina uma espuma
embota o gume
em cada gesto um arreio
rasga a vontade

Ninguém se atreve
no auge da tristeza
Sem luz ninguém se apaga

Porque estou assim
pensam que me conformo
mas um fósforo molhado
ainda pode secar


- Fabio Weintraub

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