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sexta-feira, 1 de abril de 2016

S de Satisfação (há-de deixar-se fotografar umas vezes)


"Dark is a way and light is a place."

DYLAN THOMAS









[ID, Barnabé, 31/03/11]

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

N de "No princípio era o nevoeiro" *






[ID, Lisboa, 06/12/015]


* Ana Teresa Pereira

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O de "Onde se lê 'gato'..." (XI)





 

[Mário Botas, Lychee, 1982]




[Telhados de Vidro n.º 20, com capa de Daniela Gomes,
Lisboa, Averno, Setembro de 2015]

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O de "Onde se lê gato" (X)


"Dormir ao sol, ser o dono da tua pequena ilha ao sol. Governá-la é: dominar o mundo, nada fazer."




Rui Caeiro, 49 espinhas para um gato,
com desenhos de Luis Manuel Gaspar,
Lisboa: Edição do Autor, 1997

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

C de Começar o dia com um livro novo (XXXI)





VERSOS DO DESCONSOLO


para Stig Dagerman


fiquei com pouco tempo
para dar à claridade
e as abelhas já não vêm
pôr mel dentro das rosas.

às vezes, a minha sombra
é um pedaço de risco,
qualquer coisa desavinda
a que o Sol quer dar sustento.

quem disse que a memória
é sempre muito antiga?

quem falou de uma aranha
para tecer a eternidade?


Emanuel Jorge Botelho, Fecho a cortina, e espero,
com capa de Luis Manuel Gaspar e um desenho de Urbano, 
Lisboa: Averno, 11 de Agosto de 2014





[Lou, 01/015]

sexta-feira, 4 de julho de 2014

O de "Onde se lê gato" (IX) - Et semper


HOTEL ASTÓRIA, QUARTO 229

                        in memoriam


Há uma roda gigante que não pára, do outro lado do rio. Também a música ao vivo teima em continuar pela noite dentro, poluindo os arredores de Santa Clara e os lençóis inquietos onde já encontraste o sono.


*


Mas já só consigo pensar na roda pequena da vida, que ontem se deteve no corpo de um gato escuro, violentamente terno. Há ausências assim, impronunciáveis. Saber que a dor se irá tornando tolerável, que continuaremos a cumprir a breve sucessão dos dias, é tudo menos um consolo. Será, quando muito, um acréscimo de humilhação, o modo baixo como a vida nos obriga a aceitar o inaceitável. 


*


Toquei ontem, pela última vez, na cauda fria de um gato. Chamava-se, neste mundo, Barnabé.


Manuel de Freitas, Ubi Sunt,
Lisboa: Averno, 2014







[Abril de 2011]

sexta-feira, 2 de maio de 2014

E de Espinhas para um gato (XVII)





Brassaï

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

E de Espinhas para um gato (XV)


LA CATHÉDRALE ENGLOUTIE


Deste lado da vida
são sete horas (vestidas
de preto, vermelho e medo)
da manhã de outro dia.
Mas a janela fechada dá
para a noite ancorada
de leve sobre as esperanças
azedas da cidade.

Conto um rio preso num poço,
dois comboios afogados na pressa,
meia dúzia de faróis
acesos em prédios
cuja felicidade parece sempre
proporcional à distância.

O vinil negro continua a rodar,
atiça os seus pássaros enferrujados
contra a lua atada 
a uma das chaminés.
E a luz que nunca chega
traz as últimas notícias da guerrilha,
expõe o plástico roto nas armas
dos nossos heróis de ontem.

Abandono as saudades 
pelos telhados, com
as patas embaciadas, os olhos
magros. Saio.
Recomeço a fazer horas
para novos sonhos. 


Inês Dias, Um raio ardente e paredes frias,
Lisboa, Averno, 2013





sábado, 20 de julho de 2013

C de Começar o dia com um livro novo (XXVII) *




Beatriz Hierro Lopes, É Quase Noite,
Lisboa: Averno, 2013


* e com muitas saudades deste gato
que nos deixava chamar-lhe Barnabé. 

domingo, 7 de julho de 2013

O de "Onde se lê gato" - c


DA CUMPLICIDADE


há janelas atrás dos gatos
e outras
são narrativas das nossas mentes

há narrativas que julgamos
serem a verdade de outras janelas
onde se vê passar o silêncio

mas os silêncios 
são cúmplices e conjugam-se
nos sentidos mais felinos em que só o homem confia

espelhadas e saqueadas ficam
pelos movimentos das janelas vizinhas
é o poema de um gato negro à janela.



Miguel de Carvalho
in Telhados de Vidro n.º18,
Lisboa: Averno, Maio 2013

sábado, 20 de abril de 2013

V de Vista para um saguão (III)

 
 
[o Barnabé a espreitar o regresso da Primavera,
esta manhã.]
 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O de "Onde se lê gato" (VII)


[12/04/12]

quinta-feira, 7 de abril de 2011

V de Vista para um saguão



Com a tarde
cansaram-se as duas ou três cores do pátio.
Esta noite a luz, o claro círculo,
não domina o seu espaço.
Pátio, céu demarcado.
O pátio é o declive por onde se derrama o céu na casa.
Serena,
a eternidade espera na encruzilhada de estrelas.
Grato é viver na amizade escura
de um saguão, de uma latada e de uma cisterna.


- Jorge Luis Borges


[O saguão do poema é do sítio do costume. O saguão da fotografia é da casa do gato que gosta de olhar para o pássaro.]

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A de "Aqui começa o B" (II)

[II/2011]

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A de "Aqui começa o B"


sábado, 20 de novembro de 2010

O de "Onde se lê gato" (II)

Lisboa, 20/11/10