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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

C de Coração arquivista



[ID, 'Pelos caminhos da manhã', 11/016]



SEIS RECOMENDAÇÕES


Que idade tem esta sombra
Não lhe toques a carne

Concentra-te na superstição
Arrepio do pensamento

Prepara um chá, não arrastes a cadeira
Os nomes são ditos para dentro

Assoa-te, tira a cera dos ouvidos
Recordas Afrodite no wc?

Não adormeças no carril
O destino não tem ramal

Desliga a luz de cabeceira
E dorme para o lado que é teu


Nunes da Rocha, Óculos sujos, fígado gordo,
Lisboa, & etc, 2013

sábado, 9 de janeiro de 2016

A de Anomalia Poética (VII)






[ID, Lisboa, Abril 2015 | Janeiro 2016]

sábado, 24 de maio de 2014

C de Começar o dia com um livro novo (XXX)



[ID / Santarém, Março 2014]



LÍRIOS


Um dia deixarei para sempre o casaco no cabide da entrada
outras mãos que não as minhas haverá para o recolher
outros olhos pelos meus lhe hão-de fitar depois a ausência.
Depois, nem isso. 
Há um momento em que se estende a toalha sobre a mesa dos mortos
como se tivesse sido sempre a mesa dos vivos. Esse dia virá.
Tudo então estará certo e limpo como o esquecimento. 
Ou quase assim.

Dispo agora toda esta roupa e escrevo
- sem frio nem perda nem desastre - 
a partir desse dia que virá, esse dia depois de mim:

lírios crescem no acaso vivo da relva
uma leve poeira se acrescenta ao ar que não respiro. 


Rosa Maria Martelo, Matéria,
Lisboa: Averno, 2014

domingo, 12 de agosto de 2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A de Anomalia Poética (V)



"Não vos inquieteis, é a realidade que se engana."

[Ontem, à chegada ao trabalho.]

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A de Anomalia Poética (IV)



Lisboa, 12/06/12



domingo, 3 de junho de 2012

A de Anomalia poética (III)



Na minha livraria preferida.

quarta-feira, 14 de março de 2012

A de Anomalia Poética (II)


[Lisboa, 13/03/12]

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A de Anomalia poética




Lisboa, 23/02/12