terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
P de (Dois Anos de) Pássaros (X)
São os pássaros que levantam o dia para o cego.
Ouve-se a luz pendurada das árvores
e uma transfusão de sangue acelerado que acumula nos tímpanos
os latidos roubados à noite.
Amanhece.
Tíbias gotas de azul salpicam de manhã
os párabrisas dos carros.
Alguém, equivocado,
abriu o guarda-chuva pensando que chove.
Ouve-se a luz pendurada das árvores
e uma transfusão de sangue acelerado que acumula nos tímpanos
os latidos roubados à noite.
Amanhece.
Tíbias gotas de azul salpicam de manhã
os párabrisas dos carros.
Alguém, equivocado,
abriu o guarda-chuva pensando que chove.
Federico Gallego Ripoll
(versão de LP)
domingo, 28 de novembro de 2010
O de "O mundo está escuro: ilumina-o" (III)
Recuerdo com cierta precisión el momento en el que tuve
la certeza de que estas luces merecían un poema.
Recuerdo que el frío había entrado en nuestras vidas con el
impulso de los días previos al invierno y recuerdo también
cómo ceñías
tu cuerpo al mío para no dejarte atrapar.
En aquella plaza abarrotada, la misma que es antesala cada día
de paseos de palomas, niños y del resto, mientras el último
concierto
de las fiestas se consumía alcé la vista y hallé la belleza.
Recuerdo que al ver las luces nada pude hacer ya
o nada supe hacer.
Me dejé llevar por la palidez de las nubes blancas, de la niebla
amontoada en nuestros pechos y el río alborotado por el
viento.
Recuerdo en aquella noche de niebla espesa
la caída de dos lágrimas al ver las luces de la ciudad.
la certeza de que estas luces merecían un poema.
Recuerdo que el frío había entrado en nuestras vidas con el
impulso de los días previos al invierno y recuerdo también
cómo ceñías
tu cuerpo al mío para no dejarte atrapar.
En aquella plaza abarrotada, la misma que es antesala cada día
de paseos de palomas, niños y del resto, mientras el último
concierto
de las fiestas se consumía alcé la vista y hallé la belleza.
Recuerdo que al ver las luces nada pude hacer ya
o nada supe hacer.
Me dejé llevar por la palidez de las nubes blancas, de la niebla
amontoada en nuestros pechos y el río alborotado por el
viento.
Recuerdo en aquella noche de niebla espesa
la caída de dos lágrimas al ver las luces de la ciudad.
Ignacio Escuín Borao,
Habrá una vez un hombre libre
(Huacanamo)
sábado, 27 de novembro de 2010
F de Fazer Fotografia (XXV)
Um resumo da efemeridade: velas que se apagam, reflexos que se transformam e fotografias que perdem os nomes.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
F de Flor Suficiente (III)
HOJE, MORRENDO, LEVO SAUDADES
Hoje, morrendo, levo saudades
De cada pedra, de cada flor.
Destas violetas, levo saudades
Que hão-de ir comigo, seja onde for!
Levo saudades da praia bela
Em não passando, nela, ninguém.
Levo saudades, saudades dela,
Mas dela, apenas. De mais ninguém!
Levo saudades daquela casa,
Espelho baço da minha vida.
Levo saudades daquela casa,
Inútil, grande, triste, perdida.
Nódoas ocultas? Segredos de alma?
Casa ensombrada pelo Poeta!
Por que a inquietaram, vendo-a tão calma?
Por que a abandonaram, ao vê-la inquieta?
Levo saudades da noite fria,
Por entre as campas a que fui dar.
(Quantas espadas na ventania!)
Mármore, gelo, nudez, Luar.
Levo saudades de haver criado
A minha própria ressurreição.
Que, sem rodeios, o meu pecado
Está nas coisas. Nos homens não!
Está no medo, na poesia
E (sobretudo!) no que se esconde
Por trás das grades frígidas, onde
Só,
Um crisântemo
Sorria…
De cada pedra, de cada flor.
Destas violetas, levo saudades
Que hão-de ir comigo, seja onde for!
Levo saudades da praia bela
Em não passando, nela, ninguém.
Levo saudades, saudades dela,
Mas dela, apenas. De mais ninguém!
Levo saudades daquela casa,
Espelho baço da minha vida.
Levo saudades daquela casa,
Inútil, grande, triste, perdida.
Nódoas ocultas? Segredos de alma?
Casa ensombrada pelo Poeta!
Por que a inquietaram, vendo-a tão calma?
Por que a abandonaram, ao vê-la inquieta?
Levo saudades da noite fria,
Por entre as campas a que fui dar.
(Quantas espadas na ventania!)
Mármore, gelo, nudez, Luar.
Levo saudades de haver criado
A minha própria ressurreição.
Que, sem rodeios, o meu pecado
Está nas coisas. Nos homens não!
Está no medo, na poesia
E (sobretudo!) no que se esconde
Por trás das grades frígidas, onde
Só,
Um crisântemo
Sorria…
Pedro Homem de Mello, As Perguntas Indiscretas
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
N de “no lugar seguro da próxima Primavera” (M.G.L.)
Já que sentir é primeiro
quem presta alguma atenção
à sintaxe das coisas
nunca há-de beijar-te por inteiro;
por inteiro ensandecer
enquanto a Primavera está no mundo
o meu sangue aprova,
e beijos são melhor fado
que sabedoria
senhora eu juro por toda a flor. Não chores
- o melhor movimento do meu cérebro vale menos que
o teu palpitar de pálpebras que diz
somos um para o outro: então
ri, reclinada nos meus braços
que a vida não é um parágrafo
E a morte julgo nenhum parêntesis
quem presta alguma atenção
à sintaxe das coisas
nunca há-de beijar-te por inteiro;
por inteiro ensandecer
enquanto a Primavera está no mundo
o meu sangue aprova,
e beijos são melhor fado
que sabedoria
senhora eu juro por toda a flor. Não chores
- o melhor movimento do meu cérebro vale menos que
o teu palpitar de pálpebras que diz
somos um para o outro: então
ri, reclinada nos meus braços
que a vida não é um parágrafo
E a morte julgo nenhum parêntesis
e. e. cummings, xix poemas,
trad. Jorge Fazenda Lourenço (Assírio & Alvim)
B de Biorritmo (XLI) - o sentimento da(s) véspera(s)
Tell me why
I dont like Mondays
Tell me why
I dont like Mondays
Tell me why
I dont like Mondays
I wanna shoo-oo-oo-oo-oo-oot the whole day down
[Obrigada, Alexandra]
sábado, 20 de novembro de 2010
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