quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

P de (Dois Anos de) Pássaros (XVIII)

Étienne-Jules Marey
(1830-1904)

"Cronografia de um pássaro a voar"

"Zoetrope"

F de Fazer Fotografia (XXXIII)

[Mais uma descoberta pelos olhos da Daniela]

B de Biorritmo (LI)

M de Música para os meus olhos (X)

No regresso de mais uma consulta de oftalmologia:

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

F de Fazer Fotografia (XXXII)

Um dos meus fotógrafos do coração:

M de Música para os meus olhos (IX)

[Victoria and Albert Museum]
[Smithsonian American Art Museum]

No decurso do século XVIII, tornaram-se populares estas pequenas pinturas de olhos.
Eram usadas para celebrar o amor por uma pessoa que morrera
ou cuja identidade devia permanecer em segredo. Também podiam ser oferecidas
como sinal de que se mantinha um olhar vigilante ou protector sobre alguém.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

C de Carrosséis (XI)

P de (Dois Anos de) Pássaros (XVII)

Quando se está a trabalhar,
todos os sinais de Primavera fazem a sua diferença.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

S de Solidão (ou C de Comunidade) VII

A 11.600 metros de altitude leio dois livros fora-de-mercado. Um é jovem, vem dentro de um pequeno envelope amarelo. O outro é seu ancestral. Contra tudo o que reduz e emudece, a tarefa maior é estarmos fortes, nós que não o somos. O ancestral diz: "É preciso que as pessoas entrem e saiam. Que vivam por toda a parte." E é ele quem diz: "Todos os dias os mortos ressuscitam."


Alexandra Lucas Coelho
in P2, 3 Dezembro 2010

domingo, 23 de janeiro de 2011

O de "O mundo está escuro: ilumina-o" (IX)



M de Mesa de Amigos (V)

AOS AMIGOS


Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
- Temos um talento doloroso e obscuro.
construímos um lugar de silêncio.
De paixão.




Herberto Helder

S de Salivação (IV)

Começam a chegar sugestões caridosas para se eu tiver mesmo de deixar o café e o chocolate por uns tempos:

sábado, 22 de janeiro de 2011

B de Biorritmo (L)

Mas ainda não é esta a versão de que ando à procura:

F de Falar para as paredes (V)

A julgar pela emenda na última palavra,
alguém que leu Rilke e hesita também entre a solidão e a comunidade:
[Em Alcântara]

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

F de Fazer Fotografia (XXXI)

Josef Sudek
"As últimas rosas" (1956)

"Labirinto no meu atelier" (1960)


M de Música para os meus olhos (VIII)

Começa assim o poema:

"Eu hei-de embebedar o coração um dia
E assassiná-lo a rir de encontro ao peito escuro..."

José Duro, "Cego"
in Fel (1898)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

M de Música para os meus olhos (VII)



[Tens razão, Sandra, é mesmo assim que me sinto...]

M de Música para os meus olhos (VI)

A versão mais lenta e bonita desta canção:

R de Regresso ao trabalho (VIIb)


Hoje, às 7h40

L de (A) Luz da Sombra (II)

Luis Buñuel, Él (1952)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

R de Regresso ao trabalho (VII)


Hoje, às 7h45
(ou uma das vantagens de ir a pé para o trabalho)

C de Chocolate Jesus



"Well it's got to be a chocolate Jesus
Make me feel good inside
Got to be a chocolate Jesus
Keep me satisfied"

C de (A) Condição Humana

O final é igualmente assombroso:


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

B de Biorritmo (XLIX)

?

Aceito sugestões de árvores que floresçam no Verão.
Para fins sérios, claro.

F de Fazer Fotografia (XXX)




Bruce Davidson
(nascido a 5 de Setembro de 1933)

sábado, 15 de janeiro de 2011

C de Chorando baixinho

A fazer horas para esta noite:



"[...]
Mas eu insisto
E quem quiser que me compreenda
Até que alguma luz acenda, este meu canto continua
[...]"

S de "Shadows and Fog"

M de Música para os meus olhos (V)

B de Biorritmo (XLVIII)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

M de Música para os meus olhos (IV)

P de (Dois Anos de) Pássaros (XVI)

No alto canta o pássaro,
em baixo canta a água.
– Lá no alto e em baixo
abre-se a minha alma. –

Embala a estrela o pássaro;
à flor, embala-a a água.
– Lá no alto e em baixo
treme a minha alma. –



Juan Ramón Jiménez (tradução de José Bento)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

F de Falar para as paredes (IV)

[No Marquês de Pombal]

P de (Dois Anos de) Pássaros (XV)

Pássaros e café num só objecto:
parece-me uma ideia perfeita.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

M de Museu Imaginário (XVII)


[7 e 8 + 13,14 e 15 + 20, 21 e 22 de Janeiro]

P de "Portugal não é um país pequeno" (III)

"Todo este paiz é muito triste..."

Fernando Pessoa, O Marinheiro, Lisboa: Ática, 2010

[Obrigada, Ricardo, da parte de uma ex-Segunda Veladora.]

sábado, 8 de janeiro de 2011

B de Biorritmo (XLVI)

Aviso: canção desaconselhada a pessoas com sensibilidade particular a tubarões e/ou aviões.



"[...]
we've lived in bars
and danced on tables
hotels trains and ships that sail
we swim with sharks
and fly with aeroplanes out of here
out of here"

M de Música para os meus olhos (II)

A. Jodorowsky / Moebius, Les Yeux du Chat, Les Humanoïdes Associés, 1978

M de Música para os meus olhos

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

L de "Las simples cosas"


"Uno se despide
incensiblemente de pequeñas cosas
lo mismo que un arbol
que en tiempo de otoño se queda sin hojas
al fin la tristeza es la muerte lenta de las simples cosas
esas cosas simples que quedan doliendo en el corazón
Uno vuelve siempre a los mismos sitios donde amo la vida
y entonces comprende como estan de ausentes las cosas queridas
por eso muchacha no partas ahora soñando el regreso
que el amor es simple y a las cosas simples las debora el tiempo
demorate a ti, en la luz solar de este medio dia
donde encontraras con el pan al sol la mesa tendida
por eso muchacha no partas ahora soñando el regreso
que el amor es simple y a las cosas simples las debora el tiempo
Uno vuelve siempre a los viejos sitios donde amo la vida..."

A voz de Chavela Vargas, claro
(e as árvores de Lisboa, com os seus despojos).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

B de Biorritmo (XLV)

Jean-Marc Zelwer, La Fiancée aux Yeux de Bois (MADE TO MEASURE- CRAMMED DISCS), 1991

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

F de Falar para as paredes (III)

[Em Santa Catarina também]

C de "Chegámos tarde, mas não tem mal"

"tristezza di questa mia bocca
che dice le stesse
parole tue"

Antonia Pozzi

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

F de Falar para as paredes (II)

[Em Santa Catarina]

F de Falar para as paredes (ou Bom Ano Novo VI)

[No Bairro Alto]
[Em Sintra]

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

B de Bom Ano Novo (IV)

Preparativos para esta noite:


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

B de Biorritmo (XLIV )

"Al canto, al canto, ninfe ridenti,
Scacciate i venti di crudelta."

G de Gostava de ter sido eu a tirar esta fotografia (IV)

Na página 70, da edição comemorativa dos 146 anos do Diário de Notícias, a casa pela qual já passei tantas vezes de comboio. Sempre achei que um dia teria de sair na estação mais próxima para a fotografar.

[Fotografia de Luís Maria Baptista]

S de Salivação (III)

Ainda veio a fumegar para a mesa: risotto com espargos, aipo e um toque de raspa de limão (que me lembra sempre sol e o quintal da minha avó). Nem sequer vou falar dos tomates recheados com abóbora, bacon, queijo e pão ralado que vieram também com o risotto - por egoísmo. Falo antes das mãos sábias dos amigos que às vezes cozinham para mim e da excelente companhia. Enfim, privilégios.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

F de Fazer Fotografia (XXIX)

Francisco Martins Sarmento, "Retrato de mulher", c.1868


M de Museu Imaginário (XVI)


Charles Cerny (1892-1965),
"À l'amitié"

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

N de "no lugar seguro da próxima Primavera" (II)

Merry (?) Christmas (III)

PRELÚDIO DE NATAL


Tudo principiava
pela cúmplice neblina
que vinha perfumada
de lenha e tangerinas

Só depois se rasgava
a primeira cortina
E dispersa e dourada
no palco das vitrinas

a festa começava
entre odor a resina
e gosto a noz-moscada
e vozes femininas

A cidade ficava
sob a luz vespertina
pelas montras cercada
de paisagens alpinas


David Mourão-Ferreira

[Obrigada, Maria Manuel]

F de Fazer Fotografia (XXVIII)

Este já está na carta ao Pai Natal do próximo ano:

S de Salivação (II)

Obrigada, Maria e Ricardo:
até apetece comer à colherada.

sábado, 25 de dezembro de 2010

L de (A) Luz da Sombra

Obra plástica de Lourdes Castro e Manuel Zimbro.
Desde 10 de Dezembro na Capela do Rato, em Lisboa.
[Fonte: AQUI]

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

T de Tratado de Pedagogia (XVII)

Go and catch a falling star,
Get with child a mandrake root,
Tell me where all past years are,
Or who cleft the devil's foot,
Teach me to hear mermaids singing,
Or to keep off envy's stinging,
And find
What wind
Serves to advance an honest mind.

If thou be'st born to strange sights,
Things invisible to see,
Ride ten thousand days and nights,
Till age snow white hairs on thee,
Thou, when thou return'st, wilt tell me,
All strange wonders that befell thee,
And swear,
No where
Lives a woman true and fair.

If thou find'st one, let me know,
Such a pilgrimage were sweet;
Yet do not, I would not go,
Though at next door we might meet,
Though she were true, when you met her,
And last, till you write your letter,
Yet she
Will be
False, ere I come, to two, or three.


John Donne

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

F de Fazer Fotografia (XXVII)

"[...] A imagem é um acto pelo qual se transforma a realidade, é uma gramática profunda no sentido em que se refere que o desejo é profundo, e profunda a morte, e a vida ressurrecta. Deus é uma gramática profunda."

Herberto Helder, "Cinemas"
in Poemas Com Cinema (Assírio & Alvim)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

E de Espera (XI)

F de Fazer Fotografia (XXVI)

P de (The) Privacy of Rain (VIII)



ERTÉ
( 1892 – 1990)

domingo, 19 de dezembro de 2010

P de (Dois Anos de) Pássaros (XIII)

Eu sei que a cobiça é um pecado muito feio
(e a inveja também),
mas estas fotografias são tão, tão belas...

sábado, 18 de dezembro de 2010

C de Culto do Chá (II)

Columbano Bordalo Pinheiro, "A chávena de chá", 1898
(Museu do Chiado/Lisboa)

B de Biorritmo (XLIII)

P de (The) Privacy of Rain (VII)

escrevo o que ainda conheço
nomes de ruas pássaros árvores
monólogos de quem ainda fala alto
é a minha voz ou a tua?
como se tudo fosse uma metáfora sem fim

lá fora a chuva confunde-se com gestos
falamos do tempo, ponte entre o silêncio e o nada

ouve, quando não fores capaz de falar, toca-me


Maria Sousa, Exercícios para endurecimento de lágrimas
(Língua Morta)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

S de Salivação

EMENTA
14 de Dezembro de 2010
Entrada
Vieiras com gengibre sobre cama de erva-limão
Prato Principal
Lavagantes e Navalheiras em molho de uísque
Sobremesa
Framboesas com geleia de vinho espumante
Bebidas
Cartuxa Branco 2008 & licorosas variegadas
[Com os meus cumprimentos
ao chefe e à anfitriã]

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

R de Rebeca (III)

"Eu sentia-me vagamente cão. Nem admira. Quando um homem tem o coração cheio de epitáfios e vê as outras pessoas felizes, é natural que se sinta cão."

Altino do Tojal,
"Noite de Consoada"

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

C de Carrosséis (X)

Dois carrosséis no mesmo dia:
[Fotografia de RCB]

domingo, 12 de dezembro de 2010

E de Espera (X)


"Paisagem do quarto de Mário Cesariny",
fotografia de P. E. Cuadrado,
[Fonte: Relâmpago N.º26]

P de (Dois Anos de) Pássaros (XIII)

[Obrigada, Luis.]

sábado, 11 de dezembro de 2010

T de Tempo Sem Tempo



[Os primeiros 34 segundos comovem-me sempre.]

M de Museu Imaginário (XVI)

Christo and Jeanne-Claude, Wrapped Trees,
Fondation Beyeler and Berower Park, Riehen, Switzerland 1997-98
Photo: Wolfgang Volz, ©Christo 1998

P de Praças e Quintais


No Mercado do Forno do Tijolo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

P de (The) Privacy of Rain (VI)

It's a miserable way to get happy
When it rains it all pours but if love is trouble
That's what I'm looking for
[...]

Letra de Jack Segal,
na voz de Marilyn Moore

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

P de (Dois Anos de) Pássaros (XII)

05/12/10

P de (Um Ano de) Pássaros (XIX) - este veio de Paris

04/12/10

G de Gostava de ter sido eu a tirar esta fotografia (III)

[Fotografia de RCB/Paris sob neve]

T de Tiragem Única (para amigos)

S de Sense of Snow (IV)

O PÁSSARO NA NEVE

Um pássaro negro
contra a noite branca
Um pássaro negro
voa no céu branco

Seu breve grasnido
desafia a neve
pássaro lacônico
contra a noite branca

No bosque fechado
o ninho e o caminho
estão sempre ocultos

Branca escuridão
do dia sonhado
desfeito na neve.


LÊDO IVO

domingo, 5 de dezembro de 2010

E de Espera (IX)

Georges de La Tour, La Madeleine pénitente, c.1640

sábado, 4 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

P de (Dois Anos de) Pássaros (XII)

Claude Monet, La Pie, 18681869

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

S de Sense of Snow (II)


S de Sense of Snow



WILSON A. BENTLEY (1865-1931)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A de Amor (VIII)

À PHILIS


Et la mer et l’amour ont l’amer pour partage,
Et la mer est amère et l’amour est amer,
L’on s’abîme en amour aussi bien qu’en la mer,
Car la mer et l’amour ne sont point sans orage.

Celui qui craint les eaux, qu’il demeure au rivage,
Celui qui craint les maux qu’on souffre pour aimer,
Qu’il ne se laisse pas à l’amour enflammer,
Et tous deux ils seront sans hasard de naufrage.

La mère de l’amour eut la mer pour berceau,
Le feu sort de l’amour, sa mère sort de l’eau,
Mais l’eau contre ce feu ne peut fournir des armes.

Si l’eau pouvait éteindre un brasier amoureux,
Ton amour qui me brûle est si fort douloureux,
Que j’eusse éteint son feu de la mer de mes larmes.


Pierre de Marbeuf (1596-1645)

O de "O mundo está escuro: ilumina-o" (V)

Reza escreve cisma sonha
tagarela sempre

Adília Lopes, Apanhar ar (Assírio & Alvim)