domingo, 14 de junho de 2026
sábado, 2 de maio de 2026
A de "A propósito de andorinhas" (III)
A 4 de outubro de 2015, na Gulbenkian, o concerto do grupo Hirundo Maris começou assim:
Anima nostra,
sicut passer,
erepta est
de laqueo
venantium
quinta-feira, 30 de abril de 2026
sábado, 18 de abril de 2026
P de (Po)ética - XLIX e
Sim, tenho ouvido dizer
que as grandes causas
são grandes e lucrativas.
Mas prefiro falar
daquele armário azul
encostado ao coração
podre.
Manuel de Freitas, Game Over, 2.ª ed. rev.,
com capa de Luís Henriques e arranjo gráfico de Pedro Santos,
Lisboa: Alambique, 2017
segunda-feira, 13 de abril de 2026
sábado, 4 de abril de 2026
P de Páscoa Feliz (II)
"Ajoelhada no relvado húmido e perfumado do parque da aldeia, Clara Morrow escondeu cuidadosamente o ovo de Páscoa e pensou em ressuscitar os mortos, o que tencionava fazer logo após o jantar. [...]"
Louise Penny, O mais cruel dos meses,
trad. Inês Dias, Lisboa: Relógio D'Água, 2016
Margaret Millar, Um estranho no meu túmulo,
trad. Inês Dias, Lisboa: Averno, 2011
trad. Inês Dias, Lisboa: Averno, 2011
Libellés :
"Porque agora vemos como por espelho",
AVERNO
sábado, 3 de janeiro de 2026
P de "Pássaros de acaso" (II)
JACINTOS
Os teus jacintos ainda estão vivos
E o sopro da morte
é um voo de pombas no céu de janeiro.
André Pieyre de Mandiargues
V de Viagens (III)
Porque um Ano Novo também é uma viagem - e apetece-me sempre estrear um caderno/livro/diário/bloco/folha no dia 1 de Janeiro:
Os meus blocos estão atafulhados de apontamentos desordenados: lugares, nomes, cheiros, horários, citações, títulos de livros ou autores que não encontrei, direcções, números de telefone para onde não liguei ou liguei e não atenderam, tarefas que me propunha fazer e afinal consistiam no prazer de estrear a quadrícula das folhas em branco.
Raramente começo uma viagem sem um bloco novo. Procuro-os nas pequenas papelarias, preferencialmente de província, onde me anima acreditar que sou esperado por um bloco de folhas imaculadamente pardas, dimensão consentânea com o bolso da camisa, do blusão, sem que a espiral metálica entre em conflito com a lapiseira e o cachimbo.
Essa ronda é apenas um dos muitos subterfúgios a que recorro para ritualizar a viagem da escrita em viagem (...).
Jorge Fallorca, A Cicatriz do Ar,
Lisboa: Edição de autor, 2009
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