Nem Bach, o pai, foi capaz
de eternizar esta cadência.
Em Byrd, por vezes, reencontro-a.
Junta as folhas uma a uma,
com um pequeno ancinho,
e sorri, distante, aos que se
namoram - furtivos artesãos da morte.
Um cigarro pende-lhe
da boca, todas as manhãs.
Talvez ouça, como nenhum
de nós, o canto da sereia
e estejam livres, afinal,
as mãos presas que nos salvam.
Manuel de Freitas, Juros de Demora, Lisboa: Assírio & Alvim, 2007
1 comentário:
e, por instantes, sou feliz em coimbra.
MM
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