domingo, 6 de fevereiro de 2011

A de Amor (IX)

CONTRA REMEDIO AMORIS



Não sou desse género de mulheres
incapazes de amor e de ternura.
Sei o que é valor e o que é sangue,
embora odeie o sacrifício e me repugne
a vaidade que nasce da violência.
Quero ser a mulher de um mercenário,
de um poeta ou de um mártir, vai dar ao mesmo.
Sei olhar nos olhos dos homens.
Reconheço quem merece a minha ternura.


Amalia Bautista, Cárcel de Amor, 1988
[trad. ID]

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