quinta-feira, 6 de junho de 2013

E de Estado da nação (VII)


12


Há sempre um rapaz triste
em frente a um barco

a água é sempre azul
e sempre fresca

Em que país encontraria
amor e compreensão

em que país
sentiriam
a sua vida e a sua morte

Não respondem as gaivotas
porque voam

Há sempre um rapaz triste
com lágrimas nos olhos
em frente a um barco



António Reis, Poemas Quotidianos,
Lisboa: Portugália, 1967

Sem comentários: