quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

C de Começar o dia com um livro novo (XLII)





X


     E se o vento varrer as fôlhas sêcas sem deixar nenhuma?
     Este Outomno ela não guardará fôlhas dentro dos livros
     e ele não escreverá mais poemas a falar da sua morte
     e ambos serão obrigados a não sair do Verão, mesmo no Inverno, à chuva, atrás dos vidros


António Barahona, Noite do Meu Inverno (Segundo Tômo da Suma Poética),
com capa de Inês Dias, fotografia de Teresa Santos e arranjo gráfico de Inês Mateus,
Lisboa, Averno, 2016





[ID, Nazaré, 02/013]

Sem comentários: