quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A de (Bom) Augúrio

No 1º dia de regresso às aulas, recebi finalmente pelo correio este objecto de desejo:

Pareceu-me um bom augúrio para este ano. Sim, que eu conto o tempo em anos lectivos, mais do que em anos civis; às vezes, até conto o tempo em escolas, para facilitar.

sábado, 19 de setembro de 2009

B de Biorritmo (IV)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

F de Faça você mesmo



Uma prenda de anos deliciosa da Guida:
um "kit" para recriar, na minha varanda, um dos quadros do Fantin-Latour
que tinhamos visto na Gulbenkian.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O de Objecto de desejo (II)



Para o Gustavo.
Os tais bancos de leitura (quase) perfeitos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

R de Riso

Depois das sugestões do Plano Nacional de Leitura e dos novos programas de Português, mais um momento de júbilo:
http://theatro-circo.blogspot.com/2009/09/poesia-contemporanea-portuguesa-da-o.html

Na mesma linha, aproveito para recomendar um livro que me proporcionou 30m de riso: Os Dias de Veneza, de Eduardo Pitta.

domingo, 13 de setembro de 2009

Um livro depois, descubro este texto que explica, em parte, o "mistério" das capas de Cândido Costa Pinto:




V de Vício (II)



(Uma capa de Cândido Costa Pinto que é, em si mesma, um mistério.
Já não se fazem capas assim...)

N de Nero

(A8, 12 de Setembro de 2009)


sábado, 12 de setembro de 2009

sábado, 5 de setembro de 2009

A de Aniversário

Um dos meus alunos disse-me, logo numa primeira semana de aulas, que a sua coisa preferida era fazer anos. Compreendi-o. E vou cumprir escrupulosamente o conselho, na esperança de que ele continue a fazer o mesmo por muito, muito tempo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

R de Regresso ao trabalho

(comprado na CASA RUIM: http://casaruim.com/)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mais M


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

M de Melancolia (e de Ministério da Educação e de M.... e de Melanoma e de Montalbán)

"A veces no se puede elegir entre lo bueno y lo malo. A veces sólo se puede elegir lo inevitable."

Manuel Vázquez Montalbán, Milenio Carvalho

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O de Objecto de Desejo

A perfeita cadeira de leitura:


A histórica

A reconfortante

A funcional

Ou a do quarto 508 do Hotel Praia, na Nazaré, em que uma pessoa se podia enroscar, girar e olhar para o mar.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

R de Rothko


(Santa Cruz, Agosto 2009)

B de Biorritmo (II)

"Bewitched, bothered and bewildered" (THE RODGERS & HART SONGBOOK)

Na versão de Ella Fitzgerald:


Ou de Rufus Wainwright:

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

F de Férias

SE ALGUM DIA VOLTARMOS À NAZARÉ



Há alguns anos
antes de virmos para o rio Kamp pescar garoupas
era costume besuntarmos o corpo com argila
fazermos dos ossos estigma
como a pegada do cavalo no Sítio
que tu nunca conseguiste ver

Procurávamos lagostas nas rochas
protegíamo-nos com castelos de areia
Quando uma onda maior nos ameaçava
era na corda das bóias que sabíamos estar a salvação
dum iminente afogamento

Resolvíamos sopas de letras com areia
jogávamos cartas contra o vento
brindávamos as barracas de pijama
com baldes cheios de água salgada
e
só uma vez
com o mijo que nos empalideceu

Mas
de tudo
o que mais apreciávamos
era podermos vazar o lixo depois do jantar
largar o balde junto ao contentor
e fugir noite dentro em correria
à procura duma liberdade
que sabíamos estar à nossa espera nas ruas

Se algum dia voltarmos à Nazaré
será com a carteira recheada de marisco
com as unhas dos pés presas ao alcatrão
e com as mãos atadas aos recibos verdes
a que votámos a liberdade dos nossos dias presentes

Isto
se algum dia lá voltarmos
coisa de que duvido por já não me parecer
possível



Henrique Manuel Bento Fialho
in Canto de Mar - uma antologia de poesia sobre a Nazaré
(Biblioteca da Nazaré)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

S de Sorte (II)

Perguntaram-me, enquanto esperava pelo autocarro:

"A menina quer comprar um bocadinho de sorte?"

(não era um poeta, mas um literal cauteleiro)

domingo, 2 de agosto de 2009

O de Orgulho

T de Tradução

Um dia, gostava de ver editada em português uma antologia da Amalia Bautista:

AVARICIA (in Pecados)

El avaro jamás será dichoso.
El avaro malvive y no se gasta
ni una de sus monedas apiladas,
inservibles, mugrientas.
Y eso es imperdonable.
Porque el avaro, como todos,
morirá qualquier día, pero sin haber visto
el brillo de los ojos más amados
al abrir un regalo.

[para a Ângela, que me disse que eu não padecia deste pecado]