sábado, 26 de janeiro de 2013

O de "Oh! qu'ils sont chers, les trains manqués/ Où j'ai passé ma vie à faillir m'embarquer!..." - d


MAIS ALÉM



Mais além,
o bosque é um biombo:
Não consigo ver o que oculta.

O vento assobia o nome das árvores.
Ouve-se passar um comboio. 
                                              Reconheço-me 
na peça que une as duas carruagens.

E a maior é sempre a da morte. 


Josep M. Rodríguez
in Telhados de Vidro n.º14, trad. Manuel de Freitas,
Lisboa: Averno, Setembro de 2010




[Nascer do sol entre Vigo e Porto, Março de 2011]

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