quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O de Outono (VIII)

MARA
 
 
 
A chuva
não veio, os tinteiros
estão vazios,
os sonhos acomodam-se
em latas de cerveja.
Porque o Setembro,
porque esta folha de papel
fica branca, tu não dás
com a minha porta, mas
o meu cabelo cresceu,
as divas sorriem-nos
dos cartazes,
com as palavras
que eu não encontrei
um outro mata
a sua sede.
 
 
Jürg Beeler (trad. de João Barrento)
in Bumerangue 3, Guimarães, 1997

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