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sábado, 2 de maio de 2026

A de "A propósito de andorinhas" (III)


A 4 de outubro de 2015, na Gulbenkian, o concerto do grupo Hirundo Maris começou assim:




Anima nostra, 
sicut passer, 
erepta est 
de laqueo 
venantium

sábado, 12 de outubro de 2024

quinta-feira, 20 de junho de 2024

S de Solstício










[Fotografias: ID, 'Regional', 016]

sexta-feira, 23 de abril de 2021

C de Começar o dia com um livro novo (LVIII)

 

TURECK, 1956


Lentidão. Ou quase,
para quem sabe o veludo
de sofrer. Lembrar o amor
é agora apenas isso:
uma folha de amoreira
que te vi pousar no ombro.
Eu falava, escrevia até,
sobre Gould e Ross,
como se houvesse um sítio
permeável à paixão.

Procura-se
ainda
jovem canadiano.
Costumava ler poemas
em frente ao Museu Vieira da Silva. 
Por volta das seis da tarde.

Hoje, que chove tanto,
denuncio as perfídias do Outono,
esqueço em cada verso
os lentos, os velozes dedos:
Allemande, escurecendo.


Manuel de Freitas, Büchlein Für Johann Sebastian Bach, 2.ª ed. rev., 
com capa e arranjo gráfico de Luís Henriques,
Lisboa: Alambique, 2021




[ID, 11/013]

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

M de 'Memory of a bird' (III)


ROUXINOL


Fiz a minha casa perto do bosque
Só para te ouvir cantar
E foi doce e foi bom
E o amor estava ainda a despontar

Despeço‑me de ti, meu rouxinol
Foi há muito que te encontrei
Falha agora o teu belo canto
E a floresta fecha‑se à tua volta

O sol põe‑se a coberto de um véu
Era agora que me chamavas
Por isso descansa em paz, meu rouxinol
Sob o teu ramo de azevinho

Despeço‑me de ti, meu rouxinol
Vivia para estar ao teu lado
Continuas a cantar noutro sítio
Mas deixei de poder ouvir ‑te


Leonard Cohen, A Chama,
trad. de Inês Dias, Lisboa, Relógio D'Água, 2019




[ID, 'Pelos caminhos da manhã', 12/01/020]

domingo, 10 de janeiro de 2021

B de Biorritmo


terça-feira, 7 de julho de 2020

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Q de Quarentena (XIV)




Paulo da Costa Domingos, Ilícito,
Lisboa, Averno, 2020

domingo, 31 de maio de 2020

B de Biorritmo (CLXI)


domingo, 17 de maio de 2020

B de Biorritmo (CLX)




[...]
I've got those Monday blues
Straight through Sunday blues

[...]

quinta-feira, 14 de maio de 2020

B de Biorritmo (CLIX)


[...]
Ah, on a day
As cold
And gray
As today
[...]



segunda-feira, 4 de maio de 2020

B de "[...] but some of us are looking at the stars." c




EUGÉNIO DE ANDRADE

domingo, 5 de janeiro de 2020

F de "(Une) Famille d'Arbres" (VI)






E LUCEVAN LE STELLE


Para o meu avô,

os verdes na banca eram o real,
sem regresso ou poesia,
e a expansão acabara de novo
ali, no Cais da Ribeira,
quando a amada partira,
levando-lhe no nome a liberdade.

A tristeza tinha horas tão marcadas
que lhe tingiam os dedos,
portões que só se abriam
para as estrelas sempre acordadas
da mesma música: e nunca amei tanto
a vida, chorava em repetição.

Enquanto a felicidade boiava na praia,
à distância de um dia de verão
e de uma corda segura 
por quem não sabia sequer nadar.


Inês Dias, In Situ,
Lisboa: Língua Morta, 2012

sábado, 16 de novembro de 2019

terça-feira, 6 de agosto de 2019

P de "(As) Praias Obscuras" (II)



[ID, Nazaré, 02/08/019]



Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
E a primeira estrela que vier
Para enfeitar a noite do meu bem

Hoje eu quero paz de criança dormindo
E abandono de flores se abrindo
Para enfeitar a noite do meu bem

Quero a alegria de um barco voltando
Quero ternura de irmãos se encontrando
Para enfeitar a noite do meu bem

Ah, eu quero o amor, o amor mais profundo
Eu quero toda beleza do mundo
Para enfeitar a noite do meu bem

Ah, como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda pureza que eu quero lhe dar


- Dolores Durán

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

T de "The days grow short" (XV)


ROSS, 1989


É uma fotografia de alguém
que vai morrer. Deus,
tanto quanto sei, nunca apreciou
o preto e branco de Bob
Mapplethorpe. É um homem,
portanto. Esconde-se
ou mostra-se na secura
quase oriental das flores. Biombos,
talvez biombos, imprimem
no seu corpo a luz fatídica de Setembro.
E nada disto tem, para já,
uma relação directa com a buganvília
que me sepultou a infância.

Mas toca - e como toca - o que
de mais sinuoso e vegetal
alguma vez compôs um ouvido
humano. "Floriram
por engano as rosas bravas"?

Voltam, desoladas, a florir.


Manuel de Freitas, Büchlein für Johann Sebastian Bach,
Lisboa, Assírio & Alvim, 2003




domingo, 10 de junho de 2018

S de "Semantics won't do"


domingo, 1 de abril de 2018

P de Páscoa Feliz (III)


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

B de Biorritmo (CV)





Life is brief. Fall in love, maidens,
Before the crimson bloom fades from your lips,
Before the tides of passion cool within you,
For those of you who know no tomorrow.

Life is brief. Fall in love, maidens,
Before his hands take up his boat,
Before the flush of his cheeks fades,
For those of you who will never return here.

Life is brief. Fall in love, maidens,
Before the boat drifts away on the waves,
Before the hand resting on your shoulder becomes frail,
For those who will never be seen here again.

Life is brief. Fall in love, maidens,
Before the raven tresses begin to fade,
Before the flame in your hearts flicker and die,
For those to whom today will never return.


Viver (Ikiru - Japão, 1952). Realizador: Akira Kurosawa

terça-feira, 19 de setembro de 2017

M de Moeda única (ou T de Tempo)




Manuel de Freitas, Jukebox 2,
com capa de Inês Dias, Teatro de Vila Real, 2008





Inês Dias, Café Estádio, 2013