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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

P de Paralelo W (II)



"[...]

Muitas coisas aconteceram no Paralelo W: exposições, festas, as leituras em scat do Nuno Moura, em allegro assai do Diogo Dória ou con tenerezza do João Paulo Esteves da Silva. Ocasionalmente, vendíamos livros. Mais importante do que a literatura e quem lá anda (às vezes pelos piores motivos) foi termos recolhido duas gatas - a Ginja e a Mia - que nos deram a magia e o consolo de que poucos humanos são capazes. O Joaquim ainda conheceu uma delas e teve uma frase indelével, ao saber do fecho do Paralelo W: 'Nunca mais nos vamos poder encontrar por acaso'. Na internet, para onde vamos agora de malas aviadas e coração devoluto, uma marradinha não é bem uma marradinha - e os corações são ali apenas sinais gráfico mais ou menos insinceros. É tão difícil, Zé, abrir uma garrafa de vinho branco online

[...]"





- Manuel de Freitas (texto) e Luís Henriques (ilustração),
Cão Celeste n.º 13, Lisboa, 2019

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

P de Paralelo W (II)


BICHOS


Lembro-me de todos os animais que tive. Tenho muitas saudades de todos. Quase todos tiveram mortes trágicas e eu isso não aceito, não há consolação para isso. Nos meus momentos mais felizes, penso, acredito que a ressurreição vai acontecer e que eu abro a porta de minha casa e todos os animais que tive vêm a subir a escada, estão vivos e vão entrar em casa e todos cabem na casa e a casa é eterna


- ADÍLIA LOPES

domingo, 23 de dezembro de 2018

P de Paralelo W





"We are all in the gutter, but some of us are looking at the stars." 
- OSCAR WILDE

P de Pássaros Anónimos (VIII)




[Vista para um pátio, no Paralelo W | 2/05/012]

segunda-feira, 17 de julho de 2017

R de 'Rezar na era da técnica' (XXV)


Um dos poemas lidos ontem, 
no Paralelo W, pelo Nuno Moura:




in Poemas Ameríndios - mudados para português por Herberto Helder,
Lisboa, Assírio & Alvim, 1997

segunda-feira, 3 de julho de 2017

C de "(O) começo de um livro..." (VI)


Não se regressa aos mortos:
eles expulsam-nos de qualquer regresso.
[...]




Rui Nunes, Lampedusa,
com arranjo gráfico de Luís Henriques,
Lisboa, Paralelo W, 2017

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

N de "No fundo, é isto" (VI)


Se nos encontrarmos, um dia, eu e a mulher, e ela me perguntar o que mais me importa, dir-lhe-ei que de sobremaneira me importa viver, vencer a morte, e saber se se confirma que só o amor é maior do que esse colapso. Gostaria que, nesse momento, nos reconhecêssemos textuantes, gente que, no mistério da realidade, não tem necessariamente muito a partilhar salvo esse pequeno diálogo que transportamos de lugar em lugar.


Maria Gabriela Llansol, Parasceve
Lisboa, Relógio D'Água, 2001

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

S de Solidão (ou C de Comunidade) - LXIII


249

Olho-te e penso naquele poeta que fala da loneliness of much beauty. Quantas vezes nos sentimos extraordinariamente sós embora sentindo-nos felizes. O amor é impossível mesmo quando possível. 


Ana Hatherly, 463 Tisanas,
Lisboa, Quimera, 2006





[Fotografia de José Francisco Azevedo,
na capa de Rainer Maria Rilke, Nota sobre a melodia das coisas, 
Lisboa, Averno, 2011]

sábado, 23 de maio de 2015

A de A poesia é o menos (IX)


TORRE


À noite, somos todos mortais outra vez.
Para que serve uma torre de vigia?
Já se sabe que na selva é mesmo assim:
procurar lenha, acender uma fogueira,
manter os mosquitos afastados. 

Contudo, à luz do dia, sobrevoar o mar largo
sem ser visto, escalar ao menos uma vez
o elevador de Santa Justa.
São pombas, nos beirais, ou são os corvos
da mui nobre cidade de Lisboa?


Vítor Nogueira
in AA.VV., Rua dos Correeiros N.º 60, 1.º Esquerdo,
Lisboa, 22 de Maio de 2013

sábado, 18 de abril de 2015

N de "Nous deux encore" (IV)




[Postal criado por DG/RPC ]

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

P de (The) Privacy of Rain (XLI)


Não sei se por maldade ou esquecimento
não fui chamada à arca. O fim do mundo
durou quarenta dias e quarenta
noites. Mas alguém fez com as suas mãos
doce balsa que me evitou a morte. 


Amalia Bautista, Estou Ausente,
trad. de Inês Dias,
Lisboa, Averno, 2013




[Inês Dias, São Miguel, 14/08/12]