terça-feira, 21 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
F de Futebol (II)
B de Biorritmo (XXXI)
Para os amigos que provaram uma vez mais que - diga o Rilke o que disser - às vezes nos podemos encontrar na mesma ilha.
sábado, 18 de setembro de 2010
S de Solidão (ou C de Comunidade)
Et l’art n’a rien fait sinon nous montrer le trouble dans lequel nous sommes la plupart du temps. Il nous a inquietés, au lieu de nous rendre silencieux et calmes. Il a prouvé que nous vivons chacun sur son île ; seulement les îles ne sont pas assez distantes pour qu’on y vive solitaire et tranquille. L’un peut déranger l’autre, ou l’effrayer, ou le pourchasser avec un javelot – seulement personne ne peut aider personne.
XII
De l’île à île, il n’y a qu’une possibilité : de dangereux sauts où l’on risque plus que ses jambes. Cela donne un éternel va-et-vient bondissant, fait de hasards et de ridicules ; car il arrive qu’ils soient deux à sauter en même temps l’un vers l’autre, si bien qu’ils ne se rencontrent qu’en air, et qu’après ce pénible échange ils se retrouvent tout aussi loin – l’un de l’autre – qu’auparavant.
Éditions Allia (que tem um dos mais bonitos catálogos de grandes livros pequeninos )
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
E de (Uma Outra) Educação
Por culpa do Vasco Granja, esta série de desenhos animados foi determinante na minha formação:
B de Biorritmo (XXIVd)
E como é que me foi escapar esta versão... Há músicas que conseguem salvar um dia, sobretudo com a ajuda da chuva lá fora.
B de BIOGRAFIA, de José Amaro Dionísio (TELHADOS DE VIDRO, nº14)
"O coração é uma arte difícil. Mas tudo o resto é a crédito."
terça-feira, 14 de setembro de 2010
R de Regresso ao trabalho (IV)
"O medo do aborrecimento é a única desculpa para trabalharmos."
"Se a preguiça nos faz infelizes, tem o mesmo valor que o trabalho."
Jules Renard, excertos do Diário (1887-1910) in Telhados de Vidro, nº14 (trad. José Miguel Silva), Averno
domingo, 12 de setembro de 2010
J de (O) Jardim e a Casa (IV)
E de Efeito Borboleta (II)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
A de Amor (IV)
O amor não é um símbolo.
O amor não é natural.
O amor não é felicidade.
O amor não é sofrimento.
O amor é uma arte mágica.
O amor é a indiferença absoluta
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
M de Museu Imaginário (VIII b)
domingo, 29 de agosto de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
P de Prazeres (II)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
F de Flor Suficiente (II)

… que já experimentei nesta sobremesa…

… e gostava de experimentar nesta mistura de especiarias,
quando a encontrar...

terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
V de Vício (IV)
domingo, 22 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
E de Espinhas para um gato (II)
[Fonte: CD "Blues and Haikus", Jack Kerouac - com Al Cohn e Zoot Sims]
domingo, 15 de agosto de 2010
T de Tratado de Pedagogia (X)
"Sou profissional do sofrimento/ Professor do sentimento/ Do amor fui artesão// Mestre do viver já fui chamado/ Conselheiro do reinado/ Cujo rei é o coração/ Mestre do viver já fui chamado/ Conselheiro do reinado/ Cujo rei é o coração// Quebrei do peito a corrente/ Que me prendia à tristeza/ Dei nela um nó de serpente/ Ela ficou sem defesa/ Mas não fiquei mais contente/ Nem ela menos acesa// Tristeza que prende a gente/ Dói tanto quanto a que é presa/ Abre meu peito por dentro/ O amor entrou como um raio/ Saí correndo do centro/ Dentro do vento de maio/ Dentro do vento de maio"
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
A de Amor (III)
Learning to read you, twenty years ago,
Over the pub lunch cheese-and-onion rolls.
Learning you eat raw onions; learning your taste
For obscurity, how you encoded teachers and classrooms
As the hands, the shop-floor; learning to hide
The sudden shining naked looks of love. And thinking
The rest of our lives, the rest of our lives
Doing perfectly ordinary things together – riding
In buses, walking in Sainsbury’s, sitting
In pubs eating cheese-and-onion rolls,
All those tomorrows. Now twenty years after,
We’ve had seventy-three hundred of them, and
(If your arithmetic’s right, and our luck) we may
Fairly reckon on seventy-three hundred more.
I hold them crammed in my arms, colossal crops
Of shining tomorrows that may never happen.
But may they! Still learning to read you.
To hear what it is you’re saying, to master the code.
domingo, 8 de agosto de 2010
H de (A) Humanidade em Agosto (IV)
sábado, 7 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
J de (O) Jardim e a Casa (III)
Then, in the garden,
The willow-tree.

P de (No) princípio (era...) IV
sábado, 31 de julho de 2010
V de Vício (III)
sexta-feira, 30 de julho de 2010
F de Férias
Conclusão, aliás feliz: Preciso de tirar umas férias. A sério.
É preciso fazer qualquer coisa contra o medo.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
H de "Hay que beber para recordar y comer para olvidar" (IV)


O Cozinheiro, o Ladrão, a Sua Mulher e o Amante Dela / Copenhaga (encerrado em 2007)
domingo, 25 de julho de 2010
A de À falta de mar (II)
No guardanapo,
a negro, o nome do oceano
em algum dia em algum
segmento perdido do tempo
haveria de ter o Atlântico
por detrás de uma janela
como se fosse a montra de
nenhum outro bar
onda atrás de onda
e quando soprasse a nortada
e o vidro se confundisse
com os cristais do sal
círculo ao redor do copo
o oceano era a palavra que
levava aos lábios.
João Miguel Fernandes Jorge,
Invisíveis Correntes, Lisboa: Relógio D’Água, 2004
sexta-feira, 23 de julho de 2010
F de Fazer Fotografia (XV)
pupila fechada na sua moldura
como um azulejo,
a lágrima coalhada:
no filme a luz que se deixa prender
e vela ainda
o olho de vidro
o berlinde opaco de tanto dormir.
Elisa Biagini, “Morgue”
in TELHADOS DE VIDRO 6
quarta-feira, 21 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
A de Amor em Fuga
B de Biorritmo (XXV)
Entre sombras misteriosas
em rompendo ao longe estrelas
trocaremos nossas rosas
para depois esquecê-las.
Se o meu sangue não me engana
como engana a fantasia
havemos de ir a Viana
ó meu amor de algum dia
ó meu amor de algum dia
havemos de ir a Viana
se o meu sangue não me engana
havemos de ir a Viana.
Partamos de flor ao peito
que o amor é como o vento
quem pára perde-lhe o jeito
e morre a todo o momento.
Se o meu sangue não me engana
como engana a fantasia
havemos de ir a Viana
ó meu amor de algum dia
ó meu amor de algum dia
havemos de ir a Viana
se o meu sangue não me engana
havemos de ir a Viana.
Ciganos, verdes ciganos
deixai-me com esta crença
os pecados têm vinte anos
os remorsos têm oitenta.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
T de Tratado de Pedagogia (IX)
As nuvens sobrevoaram os poemas. Os poemas desapareceram. Submersos no limbo. Ou ocultados por uma folha amarelecida, quase ao rés da terra, na floresta nocturna de repente incognoscível. Os poemas foram deslizando para o outro lado do tempo. Quem os escreveu deu-os por perdidos, dolorosamente ignorante da viagem secreta.
Os poemas desapareceram.
Contradizendo o abismo irremediável, os poemas emergiram na manhã seguinte. Cobertos de orvalho.
sábado, 17 de julho de 2010
F de Fazer Fotografia (XIV)
F de Fazer Fotografia (XIII)
Ofereceram-me uma antologia de poemas felizes*. Logo na Introdução, a organizadora questiona-se sobre até que ponto é possível pôr a felicidade por escrito. Seguem-se 101 exemplos, mas a capa é talvez a melhor prova de que se pode fixar a felicidade. Não a vou descrever; só vendo (se calhar, a felicidade não deve ser lida, tem de ser mesmo vivida/vista em primeira mão).
É curioso, porque esta semana tinha falado com dois amigos sobre porque é que fotografamos: o que é que queremos apreender? O que é que tentamos salvar? O que é que nos foge ou, em última análise, não é fotografável? Para eles, o que se fotografa é sempre, de uma maneira ou outra, a morte. A ausência. Real ou pressentida. E por isso usei o verbo salvar. A razão pela qual guardo tantas fotografias ao longo dos anos é porque quero salvar, de algum modo, todas aquelas pessoas, sítios e momentos que entretanto fui perdendo ou vendo mudar. Ao abrir um dos álbuns, recupero a minha bisavó do Algarve ou o sorriso do dia em que acabei o estágio e descobri que estava apaixonada. A felicidade até pode ser isso: saber que fotografar a morte é roubar do esquecimento, da segunda morte; prolongar esses “últimos olhos” de que falou o Borges. Às vezes, a poesia também faz o mesmo: guarda em si as ondas que partilhámos com alguém que já morreu, numa ilha já modernizada; impede que as flores plantadas provisoriamente na calçada da minha rua murchem; mantém o amor em passeio pelos caminhos da manhã.
Claro que a morte parece ganhar sempre. Nem tudo é fotografável. Há pessoas que fugiram sempre da objectiva e que agora temos medo de não conseguir recordar, fechando os olhos. Há momentos que aconteceram sem testemunhas que os fotografassem ou escrevessem – quando desci as escadas da casa da minha bisavó, carregada de livros, aos 4 anos. Há coisas que dificilmente se conseguem fotografar – o vento nas searas, borboletas a esvoaçar à nossa volta, a maior parte das coincidências (duas velas a serem acesas ao mesmo tempo, por pessoas diferentes mas com a mesma intenção). E há coisas que o tempo – a morte – se encarrega de vir novamente resgatar, como os arco-íris que o meu computador desfragmentou.
Mas depois existem pequenos milagres. O descobrir uma fotografia semelhante a uma das minhas recordações mais antigas num livro de Stanley Kubrick. E, por vezes, quando chego a casa e passo as fotografias para o ecrã/papel, surpreender-me com o pássaro que se atravessou em pleno céu, a sombra ou o reflexo que conseguimos captar, a esperança que doía por resistir à realidade de uma cadeira de rodas para venda e de um bando de cães abandonados num sítio em ruínas. O suficiente para, por instantes, vencer a morte, suportar a vida e estar, um pouco, feliz.
* Heaven on Earth: 101 Happy Poems (Faber and Faber)
quinta-feira, 15 de julho de 2010
O de "Onde se lê amor"
E a música. A música, atravessando, diagonal ininterrupta, as salas todas. Atravessando o corredor, muito longo. Com seus segredos.
B de Biorritmo (XXIVc)
E outra versão ainda:
"Como és mejor el verso aquel/ que no podemos recordar." (Letra de Homero Expósito)
quarta-feira, 14 de julho de 2010
A de À falta de mar...
terça-feira, 13 de julho de 2010
M de Museu Imaginário (VII)
Vilhelm Hammershøi, "Interior with Young Man Reading", 1898 (Hirschsprung/Copenhaga)
domingo, 11 de julho de 2010
B de Biorritmo (XXIII)
"[…] Nina,/ no llorés, mordete los ojos,/ cachame las manos bien fuerte,/ si viene la muerte, mangala:/ que pague, de prepo y de a uno/ los días felices que debe. […]"
Horacio Ferrer












