sábado, 13 de fevereiro de 2010

E de Escritório



Um escritório improvável, no centro de Lisboa, com vista para o rio.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

C de Carrosséis (IV)

http://omelhoramigo.blogspot.com/2010/02/carrossel.html

P de Parabéns (II)

AZUL DE GIOTTO
Quatro meses são passados,
hoje é Sexta-Feira Santa

outra vez no calendário.
À luz de archotes na noite

pintada de azul em fundo,
Giotto captou o beijo

que se não vê na pintura:
sobressai imenso manto

que ilumina toda a cena
pelo avesso da hora

de trevas desse momento
- o manto do próprio Judas.

O falso brilho do pano
convoca ao centro o olhar.

Assim Giotto pintou
- oiro sobre azul, um beijo.

José António Almeida, Obsessão, Lisboa: &etc, 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

N de Nuvens

(Charles Schulz, Peanuts)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A de Agarrar a cauda do pássaro

É o nome de um dos movimentos que aprendi hoje na minha primeira aula de Tai Chi (aliás, acho que o movimento parece ainda mais bonito depois de se saber o nome).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

P de Primavera

Começam a nascer as primeiras flores, mesmo nos sítios mais solitários e nos momentos mais inóspitos. Sabem mais do que nós, as flores.



(Lisboa, Fevereiro 2010)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A de Acabar o dia com um livro novo (comprado no centro do mundo)

THREE THINGS TO REMEMBER


A robin redbreast in a cage
Puts all Heaven in a rage.

A skylark wounded on the wing
Doth make a cherub cease to sing.

He who shall hurt the little wren
Shall never be loved by men.


William Blake
in On Wings Of Song - poems about birds
(Everyman's Library Pocket Poets)

L de Ler (III)


(Um marcador tão bonito que até dá vontade de ir aos Açores. Obrigada, Renata!)

domingo, 31 de janeiro de 2010

V de Vida (II)

Eva - É preciso aprender-se a viver. Eu treino todos os dias.

in Ingmar Bergman, Sonata de Outono

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

V de Vida/Morte/?

QUEIXA DAS ALMAS JOVENS CENSURADAS


Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
E um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola.

Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma duma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade.

Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos o prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência.

Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato.
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro.

Penteiam-nos os crânios ermos
Com as cabeleiras dos avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós.

Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa história sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra para o medo.

Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Sonos vazios, despovoados
De personagens do assombro.

Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco.
Dão-nos um pente e um espelho
Para pentearmos um macaco.

Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura.

Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante.

Dão-nos um nome e um jornal,
Um avião e um violino.
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino.

Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte.
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida. Nem é a morte.

Natália Correia

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

B de Biorritmo (XII)

domingo, 24 de janeiro de 2010

R de Regresso ao Trabalho (II)

Desejo a todos que amanhã comece mais uma semana cheia de "alegria no trabalho":


(Alcântara, Janeiro 2010)

C de Conto da Primavera

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A de Afinidades Electivas

Já Goethe dizia que as afinidades eram electivas, mas Jorge Reis-Sá (citado na última Time Out) vai mais longe: "As escolhas são sempre mais electivas". Indiscutível...

F de Fazer Fotografia (IX)


Izis Bidermanas, "Homme aux bulles de savon" (Londres, 1950)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

F de Fazer Fotografia (VIII bis)

Há dias que começam com sinais muito contraditórios. Hoje, a caminho do trabalho, fui presenteada com um arco-íris enorme. Já tinha decidido que só podia ser um bom sinal, um sinal a guardar em fotografia para substituir o arco-íris que o portátil "desfragmentara", quando descobri que deixara a máquina em casa. Mau sinal? Talvez não. Logo a seguir começou a chover e descobri mais uma coisa: que o guarda-chuva ficara em casa, ao lado da máquina. Se calhar, era mesmo mau sinal. Cheguei completamente encharcada ao trabalho, mas acabei por decidir que aquele arco-íris, já nada nem ninguém me tirava. Era um bom sinal. Até agora, não tenho provas em contrário...

domingo, 10 de janeiro de 2010

F de Fazer Fotografia (VIII)

O computador portátil dediciu desfragmentar a pen com as minhas fotografias dos últimos três anos. Fiquei deprimida, como se perder aqueles três anos de imagens eqivalesse efectivamente a perder três anos de vida; aliás, a perder toda a parte feliz desses três anos, porque só essa se fixa normalmente. No inventário de instantes perdidos, doeu-me sobretudo o arco-íris, de um lado ao outro da lezíria, que tinha conseguido surpreender numa manhã de Novembro.
Se calhar começo a perceber que, quanto mais tentamos possuir e guardar as coisas, mais nos arriscamos a perdê-las; devemos sobretudo vivê-las.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

B de Biorritmo (XI)

I made a small small song
made a small small song
I sang it all night long
All through
The wind and rain
Until the morning came

This song is my small song
This song is my small song
I sang it all night long
And when
The morning came
I had to start all over again

My song is so so small
My song is so so small
I could get down and crawl
Searching from
Wall to wall
And never see
Anything at all

How could you hate
Such a small song?
How could you hate
Such a small song?
If I was right
I would be wrong
Don't be afraid
It's just a small song

Lhasa de Sela,
no disco "The Living Road"

C de Carrosséis

Acabei de ouvir, nas notícias, estas declarações de um proprietário de carrossséis em protesto:
"Fazemos tanta parte das festas como as procissões. (...) Vendemos sensações lúdicas, saudáveis."
Subscrevo a primeira parte; sempre gostei mais dos carrosséis. Mesmo (talvez ainda mais) agora.