Eu sei que é um xilofone, mas parecem quase sininhos e dão-me sempre vontade de dançar.
sábado, 13 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
B de Biorritmo (XL)
"[...] Nothing's ever as it seems/ Climb the ladder to your dreams/ If I die before you wake/ Don't you cry, don't you weep/ Nothing's ever yours to keep/ Close your eyes; go to sleep"
R de Regresso ao trabalho (VI)
Eu gostava,
gostava de descansar!
De poisar os meus olhos sobre outros…
descansar!
sobre outros de qualquer cor
e tamanho…
E, também, de escrever
com amabilíssima calma,
perfeita tranquilidade.
gostava de descansar!
De poisar os meus olhos sobre outros…
descansar!
sobre outros de qualquer cor
e tamanho…
E, também, de escrever
com amabilíssima calma,
perfeita tranquilidade.
Irene Lisboa, Um dia e outro dia...
terça-feira, 9 de novembro de 2010
S de Sino da minha aldeia (II)
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
P de (Dois Anos de) Pássaros (V)
[Para a Renata, este filme de que sempre gostei e que começa justamente com um pássaro a ser salvo junto ao mar. Ela sabe porquê.]
domingo, 7 de novembro de 2010
S de Solidão (ou C de Comunidade) V
Il y a tant de savoir maudit qui embarrasse, qui obstrue. Ces mots, tous ces mots empoisonnés et menteurs qui engorgent, qui gonflent les muqueuses, qui empêchent l'air d'arriver. Tant de mots : tant de murs.
Mais il y a d'autres mots qui libèrent, et on ne comprend pas pourquoi. Ne sont-ils pas les mêmes ? Ne sont-ils pas, eux aussi, du langage des hommes . Ils arrivent facilement, sans qu'on les cherche, ils sont légers, ils ne veulent rien, ils n'écrasent pas. Des mots aériens, suspendus sur le ciel blanc en escadres immobiles. C'est eux que l'on perçoit à présent, rien qu'eux. Comment un tel langage a-t-il pu s'inventer. On aimerait croire que c'est un mirage, un hasard, et pourtant on sait bien (à cause justement de tous les mots du langage lourd) que ce n'est pas une coïncidence. La musique ne trouble que la musique, et les mots d'Iniji retrouvent au fond de vous leur propre image, comme survolant un grand lac immobile.
Le poème est venu de loin, comme cela, calmement, avec ses gestes, avec sa vie, pour vous retrouver.
Mais il y a d'autres mots qui libèrent, et on ne comprend pas pourquoi. Ne sont-ils pas les mêmes ? Ne sont-ils pas, eux aussi, du langage des hommes . Ils arrivent facilement, sans qu'on les cherche, ils sont légers, ils ne veulent rien, ils n'écrasent pas. Des mots aériens, suspendus sur le ciel blanc en escadres immobiles. C'est eux que l'on perçoit à présent, rien qu'eux. Comment un tel langage a-t-il pu s'inventer. On aimerait croire que c'est un mirage, un hasard, et pourtant on sait bien (à cause justement de tous les mots du langage lourd) que ce n'est pas une coïncidence. La musique ne trouble que la musique, et les mots d'Iniji retrouvent au fond de vous leur propre image, comme survolant un grand lac immobile.
Le poème est venu de loin, comme cela, calmement, avec ses gestes, avec sa vie, pour vous retrouver.
J.M.G. Le Clézio
in Vers les Icebergs (1978)
sábado, 6 de novembro de 2010
P de (Dois Anos de) Pássaros (III)
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
T de Tratado de Pedagogia (XV)
THE LEADEN-EYED
Let not young souls be smothered out before
They do quaint deeds and fully flaunt their pride.
It is the world's one crime its babes grow dull,
Its poor are ox-like, limp and leaden-eyed.
Not that they starve; but starve so dreamlessly,
Not that they sow, but that they seldom reap,
Not that they serve, but have no gods to serve,
Not that they die, but that they die like sheep.
Vachel Lindsay
(1914)
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O de Outono (VI)
Vou subindo por uma escarpa
Que vai ter à mansão divina.
Em cada corda da minha harpa
Canta uma estrela vespertina.
Em meio de luzes tantas,
Que sempre refulgirão,
Vejo astros às minhas plantas
E colho estrelas com a mão.
Quantos sublimes resplandores
Cintilam castos no meu peito!
São os responsos precursores
Da paz do meu último leito.
Minh’alma é árvore deserta
Que o Outono vem desfolhar.
Quando o sonho me desperta,
No meu peito canta o luar…
O Inverno passa, a primavera
Esconde-se entre alas de lírios:
Mas a minh’alma sempre espera
Dores novas, novos martírios.
Tudo me é sonoro e suave:
Emperolado de sol,
Bate as suas asas de ave
No meu peito de rouxinol.
As minhas ilusões são rosas
Esfolhadas por mãos celestes;
São como brisas silenciosas
Entre alamedas de ciprestes.
No campanário onde me acho,
Entre cítaras de luar,
Contemplo a lua debaixo
Da minh’alma, a soluçar…
Que vai ter à mansão divina.
Em cada corda da minha harpa
Canta uma estrela vespertina.
Em meio de luzes tantas,
Que sempre refulgirão,
Vejo astros às minhas plantas
E colho estrelas com a mão.
Quantos sublimes resplandores
Cintilam castos no meu peito!
São os responsos precursores
Da paz do meu último leito.
Minh’alma é árvore deserta
Que o Outono vem desfolhar.
Quando o sonho me desperta,
No meu peito canta o luar…
O Inverno passa, a primavera
Esconde-se entre alas de lírios:
Mas a minh’alma sempre espera
Dores novas, novos martírios.
Tudo me é sonoro e suave:
Emperolado de sol,
Bate as suas asas de ave
No meu peito de rouxinol.
As minhas ilusões são rosas
Esfolhadas por mãos celestes;
São como brisas silenciosas
Entre alamedas de ciprestes.
No campanário onde me acho,
Entre cítaras de luar,
Contemplo a lua debaixo
Da minh’alma, a soluçar…
ALPHONSUS DE GUIMARAENS
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
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