sábado, 17 de março de 2012

P de Pássaros anónimos (III)

RECORDAÇÃO DA INFÂNCIA


Enterrei um pássaro
no chão do jardim
e ele voou tanto
que pousou em mim.

*


  A NOITE MISTERIOSA

Quando durmo, um pássaro
pousa no meu ombro.
Vou sem minha sombra
por essa alameda
que só há nos sonhos.
O sol rompe a névoa
que cai do céu branco.
O pássaro voa
e termina o assombro.


Lêdo Ivo

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