terça-feira, 18 de janeiro de 2011

C de (A) Condição Humana

O final é igualmente assombroso:


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

B de Biorritmo (XLIX)

?

Aceito sugestões de árvores que floresçam no Verão.
Para fins sérios, claro.

F de Fazer Fotografia (XXX)




Bruce Davidson
(nascido a 5 de Setembro de 1933)

sábado, 15 de janeiro de 2011

C de Chorando baixinho

A fazer horas para esta noite:



"[...]
Mas eu insisto
E quem quiser que me compreenda
Até que alguma luz acenda, este meu canto continua
[...]"

S de "Shadows and Fog"

M de Música para os meus olhos (V)

B de Biorritmo (XLVIII)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

M de Música para os meus olhos (IV)

P de (Dois Anos de) Pássaros (XVI)

No alto canta o pássaro,
em baixo canta a água.
– Lá no alto e em baixo
abre-se a minha alma. –

Embala a estrela o pássaro;
à flor, embala-a a água.
– Lá no alto e em baixo
treme a minha alma. –



Juan Ramón Jiménez (tradução de José Bento)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

P de (Dois Anos de) Pássaros (XV)

Pássaros e café num só objecto:
parece-me uma ideia perfeita.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

M de Museu Imaginário (XVII)


[7 e 8 + 13,14 e 15 + 20, 21 e 22 de Janeiro]

P de "Portugal não é um país pequeno" (III)

"Todo este paiz é muito triste..."

Fernando Pessoa, O Marinheiro, Lisboa: Ática, 2010

[Obrigada, Ricardo, da parte de uma ex-Segunda Veladora.]

sábado, 8 de janeiro de 2011

B de Biorritmo (XLVI)

Aviso: canção desaconselhada a pessoas com sensibilidade particular a tubarões e/ou aviões.



"[...]
we've lived in bars
and danced on tables
hotels trains and ships that sail
we swim with sharks
and fly with aeroplanes out of here
out of here"

M de Música para os meus olhos (II)

A. Jodorowsky / Moebius, Les Yeux du Chat, Les Humanoïdes Associés, 1978

M de Música para os meus olhos

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

L de "Las simples cosas"


"Uno se despide
incensiblemente de pequeñas cosas
lo mismo que un arbol
que en tiempo de otoño se queda sin hojas
al fin la tristeza es la muerte lenta de las simples cosas
esas cosas simples que quedan doliendo en el corazón
Uno vuelve siempre a los mismos sitios donde amo la vida
y entonces comprende como estan de ausentes las cosas queridas
por eso muchacha no partas ahora soñando el regreso
que el amor es simple y a las cosas simples las debora el tiempo
demorate a ti, en la luz solar de este medio dia
donde encontraras con el pan al sol la mesa tendida
por eso muchacha no partas ahora soñando el regreso
que el amor es simple y a las cosas simples las debora el tiempo
Uno vuelve siempre a los viejos sitios donde amo la vida..."

A voz de Chavela Vargas, claro
(e as árvores de Lisboa, com os seus despojos).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

B de Biorritmo (XLV)

Jean-Marc Zelwer, La Fiancée aux Yeux de Bois (MADE TO MEASURE- CRAMMED DISCS), 1991

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

C de "Chegámos tarde, mas não tem mal"

"tristezza di questa mia bocca
che dice le stesse
parole tue"

Antonia Pozzi

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

F de Falar para as paredes (II)

[Em Santa Catarina]

F de Falar para as paredes (ou Bom Ano Novo VI)

[No Bairro Alto]
[Em Sintra]

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

B de Bom Ano Novo (IV)

Preparativos para esta noite:


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

B de Biorritmo (XLIV )

"Al canto, al canto, ninfe ridenti,
Scacciate i venti di crudelta."

G de Gostava de ter sido eu a tirar esta fotografia (IV)

Na página 70, da edição comemorativa dos 146 anos do Diário de Notícias, a casa pela qual já passei tantas vezes de comboio. Sempre achei que um dia teria de sair na estação mais próxima para a fotografar.

[Fotografia de Luís Maria Baptista]

S de Salivação (III)

Ainda veio a fumegar para a mesa: risotto com espargos, aipo e um toque de raspa de limão (que me lembra sempre sol e o quintal da minha avó). Nem sequer vou falar dos tomates recheados com abóbora, bacon, queijo e pão ralado que vieram também com o risotto - por egoísmo. Falo antes das mãos sábias dos amigos que às vezes cozinham para mim e da excelente companhia. Enfim, privilégios.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

F de Fazer Fotografia (XXIX)

Francisco Martins Sarmento, "Retrato de mulher", c.1868


M de Museu Imaginário (XVI)


Charles Cerny (1892-1965),
"À l'amitié"

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

N de "no lugar seguro da próxima Primavera" (II)

F de Fazer Fotografia (XXVIII)

Este já está na carta ao Pai Natal do próximo ano:

S de Salivação (II)

Obrigada, Maria e Ricardo:
até apetece comer à colherada.

sábado, 25 de dezembro de 2010

L de (A) Luz da Sombra

Obra plástica de Lourdes Castro e Manuel Zimbro.
Desde 10 de Dezembro na Capela do Rato, em Lisboa.
[Fonte: AQUI]

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

F de Fazer Fotografia (XXVII)

"[...] A imagem é um acto pelo qual se transforma a realidade, é uma gramática profunda no sentido em que se refere que o desejo é profundo, e profunda a morte, e a vida ressurrecta. Deus é uma gramática profunda."

Herberto Helder, "Cinemas"
in Poemas Com Cinema (Assírio & Alvim)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

E de Espera (XI)

F de Fazer Fotografia (XXVI)

P de (The) Privacy of Rain (VIII)



ERTÉ
( 1892 – 1990)

domingo, 19 de dezembro de 2010

P de (Dois Anos de) Pássaros (XIII)

Eu sei que a cobiça é um pecado muito feio
(e a inveja também),
mas estas fotografias são tão, tão belas...

sábado, 18 de dezembro de 2010

C de Culto do Chá (II)

Columbano Bordalo Pinheiro, "A chávena de chá", 1898
(Museu do Chiado/Lisboa)

B de Biorritmo (XLIII)

P de (The) Privacy of Rain (VII)

escrevo o que ainda conheço
nomes de ruas pássaros árvores
monólogos de quem ainda fala alto
é a minha voz ou a tua?
como se tudo fosse uma metáfora sem fim

lá fora a chuva confunde-se com gestos
falamos do tempo, ponte entre o silêncio e o nada

ouve, quando não fores capaz de falar, toca-me


Maria Sousa, Exercícios para endurecimento de lágrimas
(Língua Morta)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

S de Salivação

EMENTA
14 de Dezembro de 2010
Entrada
Vieiras com gengibre sobre cama de erva-limão
Prato Principal
Lavagantes e Navalheiras em molho de uísque
Sobremesa
Framboesas com geleia de vinho espumante
Bebidas
Cartuxa Branco 2008 & licorosas variegadas
[Com os meus cumprimentos
ao chefe e à anfitriã]

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

R de Rebeca (III)

"Eu sentia-me vagamente cão. Nem admira. Quando um homem tem o coração cheio de epitáfios e vê as outras pessoas felizes, é natural que se sinta cão."

Altino do Tojal,
"Noite de Consoada"

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

C de Carrosséis (X)

Dois carrosséis no mesmo dia:
[Fotografia de RCB]

domingo, 12 de dezembro de 2010

E de Espera (X)


"Paisagem do quarto de Mário Cesariny",
fotografia de P. E. Cuadrado,
[Fonte: Relâmpago N.º26]

P de (Dois Anos de) Pássaros (XIII)

[Obrigada, Luis.]

sábado, 11 de dezembro de 2010

T de Tempo Sem Tempo



[Os primeiros 34 segundos comovem-me sempre.]

P de Praças e Quintais


No Mercado do Forno do Tijolo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

P de (The) Privacy of Rain (VI)

It's a miserable way to get happy
When it rains it all pours but if love is trouble
That's what I'm looking for
[...]

Letra de Jack Segal,
na voz de Marilyn Moore

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

P de (Dois Anos de) Pássaros (XII)

05/12/10

P de (Um Ano de) Pássaros (XIX) - este veio de Paris

04/12/10

G de Gostava de ter sido eu a tirar esta fotografia (III)

[Fotografia de RCB/Paris sob neve]

T de Tiragem Única (para amigos)

S de Sense of Snow (IV)

O PÁSSARO NA NEVE

Um pássaro negro
contra a noite branca
Um pássaro negro
voa no céu branco

Seu breve grasnido
desafia a neve
pássaro lacônico
contra a noite branca

No bosque fechado
o ninho e o caminho
estão sempre ocultos

Branca escuridão
do dia sonhado
desfeito na neve.


LÊDO IVO

domingo, 5 de dezembro de 2010

E de Espera (IX)

Georges de La Tour, La Madeleine pénitente, c.1640

sábado, 4 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

P de (Dois Anos de) Pássaros (XII)

Claude Monet, La Pie, 18681869

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

S de Sense of Snow (II)


S de Sense of Snow



WILSON A. BENTLEY (1865-1931)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A de Amor (VIII)

À PHILIS


Et la mer et l’amour ont l’amer pour partage,
Et la mer est amère et l’amour est amer,
L’on s’abîme en amour aussi bien qu’en la mer,
Car la mer et l’amour ne sont point sans orage.

Celui qui craint les eaux, qu’il demeure au rivage,
Celui qui craint les maux qu’on souffre pour aimer,
Qu’il ne se laisse pas à l’amour enflammer,
Et tous deux ils seront sans hasard de naufrage.

La mère de l’amour eut la mer pour berceau,
Le feu sort de l’amour, sa mère sort de l’eau,
Mais l’eau contre ce feu ne peut fournir des armes.

Si l’eau pouvait éteindre un brasier amoureux,
Ton amour qui me brûle est si fort douloureux,
Que j’eusse éteint son feu de la mer de mes larmes.


Pierre de Marbeuf (1596-1645)

O de "O mundo está escuro: ilumina-o" (V)

Reza escreve cisma sonha
tagarela sempre

Adília Lopes, Apanhar ar (Assírio & Alvim)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

V de Vida (III)

A vida resumida pela minha agenda Moleskine:

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

P de (Dois Anos de) Pássaros (XI)


Filme:
Georges Franju, Les yeux sans visage, 1960

P de (Dois Anos de) Pássaros (X)

São os pássaros que levantam o dia para o cego.
Ouve-se a luz pendurada das árvores
e uma transfusão de sangue acelerado que acumula nos tímpanos
os latidos roubados à noite.

Amanhece.

Tíbias gotas de azul salpicam de manhã
os párabrisas dos carros.
Alguém, equivocado,
abriu o guarda-chuva pensando que chove.


Federico Gallego Ripoll
(versão de LP)

domingo, 28 de novembro de 2010

O de Objecto de desejo?

E de Espera (VIII)

Shel Silverstein

O de "O mundo está escuro: ilumina-o" (IV)

Lisboa, XI/2010

O de "O mundo está escuro: ilumina-o" (III)

Recuerdo com cierta precisión el momento en el que tuve
la certeza de que estas luces merecían un poema.
Recuerdo que el frío había entrado en nuestras vidas con el
impulso de los días previos al invierno y recuerdo también
cómo ceñías
tu cuerpo al mío para no dejarte atrapar.
En aquella plaza abarrotada, la misma que es antesala cada día
de paseos de palomas, niños y del resto, mientras el último
concierto
de las fiestas se consumía alcé la vista y hallé la belleza.
Recuerdo que al ver las luces nada pude hacer ya
o nada supe hacer.
Me dejé llevar por la palidez de las nubes blancas, de la niebla
amontoada en nuestros pechos y el río alborotado por el
viento.
Recuerdo en aquella noche de niebla espesa
la caída de dos lágrimas al ver las luces de la ciudad.

Ignacio Escuín Borao,
Habrá una vez un hombre libre
(Huacanamo)

sábado, 27 de novembro de 2010

F de Fazer Fotografia (XXV)

Um resumo da efemeridade: velas que se apagam, reflexos que se transformam e fotografias que perdem os nomes.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

P de (Dois Anos de) Pássaros (IX)


Detalhe de:
Jan Brueghel, o Velho - O sentido da audição - 1618
(Museo del Prado/Madrid)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

M de Museu Imaginário (XV)


Henri Matisse, La Conversation, 1908-1912

E de Espera (VII)


P de (Dois Anos de) Pássaros (VIII)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

F de Flor Suficiente (III)

HOJE, MORRENDO, LEVO SAUDADES
Hoje, morrendo, levo saudades
De cada pedra, de cada flor.
Destas violetas, levo saudades
Que hão-de ir comigo, seja onde for!
Levo saudades da praia bela
Em não passando, nela, ninguém.
Levo saudades, saudades dela,
Mas dela, apenas. De mais ninguém!
Levo saudades daquela casa,
Espelho baço da minha vida.
Levo saudades daquela casa,
Inútil, grande, triste, perdida.
Nódoas ocultas? Segredos de alma?
Casa ensombrada pelo Poeta!
Por que a inquietaram, vendo-a tão calma?
Por que a abandonaram, ao vê-la inquieta?
Levo saudades da noite fria,
Por entre as campas a que fui dar.
(Quantas espadas na ventania!)
Mármore, gelo, nudez, Luar.
Levo saudades de haver criado
A minha própria ressurreição.
Que, sem rodeios, o meu pecado
Está nas coisas. Nos homens não!
Está no medo, na poesia
E (sobretudo!) no que se esconde
Por trás das grades frígidas, onde
Só,
Um crisântemo
Sorria…
Pedro Homem de Mello, As Perguntas Indiscretas

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A de (Só acrescentava) Amizade

Frida Kahlo, DIÁRIO

domingo, 21 de novembro de 2010

N de “no lugar seguro da próxima Primavera” (M.G.L.)

Já que sentir é primeiro
quem presta alguma atenção
à sintaxe das coisas
nunca há-de beijar-te por inteiro;

por inteiro ensandecer
enquanto a Primavera está no mundo
o meu sangue aprova,
e beijos são melhor fado
que sabedoria
senhora eu juro por toda a flor. Não chores
- o melhor movimento do meu cérebro vale menos que
o teu palpitar de pálpebras que diz

somos um para o outro: então
ri, reclinada nos meus braços
que a vida não é um parágrafo

E a morte julgo nenhum parêntesis



e. e. cummings, xix poemas,
trad. Jorge Fazenda Lourenço (Assírio & Alvim)

B de Biorritmo (XLI) - o sentimento da(s) véspera(s)



Tell me why
I dont like Mondays
Tell me why
I dont like Mondays
Tell me why
I dont like Mondays
I wanna shoo-oo-oo-oo-oo-oot the whole day down
[Obrigada, Alexandra]

sábado, 20 de novembro de 2010

R de Rebeca (II)



João Barrento, O Género Intranquilo, Lisboa: Assírio & Alvim, 2010

R de Rebeca


Francisco de Goya, "Perro semihundido", 1819-1823
(Museo del Prado/Madrid)

P de (Dois Anos de) Pássaros (VII)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

F de Fazer Fotografia (XXIV)


Alfred Stieglitz, A Snapshot: Paris, 1911

G de Gostava de ter sido eu a tirar esta fotografia (II)

À noite
com a iluminação pública
as sombras dos choupos
nas cortinas das janelas
da minha sala

Adília Lopes, Apanhar Ar (Assírio & Alvim)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

E de Espera (VI)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

E de Estado de espírito (II)

Animula vagula, blandula,
Hospes comesque corporis,
Quae nunc abibis in loca
Pallidula, rigida, nudula,
Nec, ut soles, dabis iocos...

P. Elius Hadrianus, Imp.

sábado, 13 de novembro de 2010

S de Sino da minha aldeia (III)

Eu sei que é um xilofone, mas parecem quase sininhos e dão-me sempre vontade de dançar.

T de Tratado de Pedagogia (XVI)

[Fonte: Bernardo Atxaga, Alfabeto sobre la literatura infantil,
Valência: Media Vaca, 1999/2010]

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

E de Espera (V)

O de Outono (VII)

[Fotografia de Jorge Molder]